domingo, 10 de agosto de 2014

Sessão Estilo Toku Fã com Rodrigo Paula

Olá pessoal, tudo na paz ? esperam que estejam bem. Quero dar um feliz dias dos pais para todos os pais. Hoje irei trazer um quadro que já está há muito tempo aqui no blog, é o quadro '' ESTILO TOKUFÃ '' e o felizardo dessa entrevista é o meu super amigo Rodrigo Paula. Ele faz parte da Revista Neo-Tokyo e do blog que é o nosso parceiro Interruptor Nerd, uma das grandes referencias de Tokusatsu na internet. Quero agradecer ao meu amigão Admilton ( Dono Do Blog ) por ter editado as imagens valeu mesmo, Espero que gostem da entrevista caro leitor.

Rodrigo Paula Dos Santos, 33 anos, já que sou de 01 de Novembro de 1980 e sou do Rio de Janeiro, mas, se Deus quiser, vou virar paulistano. É conhecido nas Redes Sociais como Pato, Escritor da Revista Neo-Tokyo, ele adora tokusatsu e faz muitas matérias sobre o gênero tanto da geração passada e da atual geração. Agora vamos conhecer o estilo toku-fã de Rodrigo.
Meu perfil de ser toku-fã é de uma pessoa mente aberta, que está disposto a conhecer o passado, o presente e futuro do mundo toku. Sei que o mundo toku possui 60 anos de história. Ou seja, eu tenho muita coisa pra conhecer.
Devemos levar em conta o que quer dizer "Tokusatsu".... a essência da palavra Tokusatsu quer dizer "Filmes com Efeitos Especiais". Para os japoneses, filmes como Thor, Spiderman, Exterminado do Futuro ou De Volta para o Futuro também são tokus. Embora para nós, brasileiros, "tokusatsu" representa séries de super-heróis japoneses, para os japoneses é mais do que isso. Olhando por esse lado, qualquer país pode fazer um tokusatsu, fazendo com que aumente ainda mais o gênero. Já sabemos que países como China, França, Coreia e EUA já produzem seus Tokus. Claro que, nesses países, se usam patrocinadores e existem empresários metidos nisso. Mas, aqui no Brasil, visto a falta de interesse no gênero das emissoras, os que se arriscam fazem de forma "amadora", sem esperar nada em troca. E isso é legal! Vimos que alguns tokus nacionais estão sendo até reconhecidos pelos japoneses. E isso é legal! E eu super apoio! 
Como falei, os empresários não reconhecem mais a força dos nossos heróis na nossa TV. Embora seria de muita valia se essas produções tivessem um bom patrocínio de bons empresários, creio que isso não é viável. Nos anos 2000, a Globo tentou fazer o seu toku nacional (Bambuluá e os Cavaleiros do Futuro, com a apresentadora Angélica), mas o projeto não deu tão certo assim. E não podemos negar que a geração é outra. Os empresários não iriam investir tão pesado por algo que, provavelmente, seria "condenado ao fracasso". Infelizmente, tais séries, antes de serem obras de arte, são, antes de tudo, máquinas de caça-niqueis. Se não tiver retorno financeiro, não tem como fazer. Do que adianta fazer uma coisa que sabemos que não vai dar o retorno financeiro que tanto os empresários esperam? Infelizmente, essa é a mentalidade desses empresários, o que impossibilita um bom patrocínio para essas séries. Seria legal  se acontecesse, mas, devemos ser pés no chão. 
Ah... a velha nostalgia... como falei no início, o mundo toku possui 60 anos de história,  não consigo enxergar a necessidade de ficar preso a apenas 6 anos. Não sei qual a graça de ficar comentando a mesma série que já sabemos de cor e salto alto. Por exemplo, os famosos grupos de Facebook. O que vimos no perfil dos toku-fãs desses grupos é o seguinte: a pessoa fica o dia inteiro printando fotos de tokus conhecidos de grande público e as pessoas ficam comentando a fala da cena printada ou o nome do personagem apresentado ali. Com sinceridade, na minha mais modesta opinião, isso não é ser toku-fã, mas, fãs de uma época que não vai voltar mais. Toku-fã de verdade terá a mente aberta. Vai procurar conhecer o que teve antes e o que teve depois dos que passaram na Manchete. Eles não querem tokus na TV Aberta. Eles querem séries que ficaram marcadas na infância deles. Por causa disso, o gênero toku acaba sendo saturado. Não vejo utilidade de ficar restrito a um pequeno grupo de seriados. As pessoas nos grupos de Face acabam utilizando essas séries da infância deles como parâmetros de como se fazerem tokus e esquecem que cada série de cada franquia possui a sua particularidade. E deixam de curtirem coisas que podem ser até mesmo MELHORES que os tokus da infância deles, justamente porque eles têm MEDO de desgostarem das séries que marcaram a infância deles. Mas, é possível gostar de OUTRAS séries SEM desgostar das séries da infância do povo? Sim!! É possível! Basta querer e  ter madureza. Mas, como falei, o povo tem medo. E, por causa disso, temos essas guerras de épocas que só quebra a imagem do verdadeiro toku-fã e as chances de produções japonesas virem serem praticamente nula. Um exemplo. Em 2009, tivemos a série Ryukendo. Muitos fãs da geração Manchete acharam uma ofensa a exibição de tal série na nossa TV. Muitos iniciaram até mesmo um boicote para a série, para ver se a Rede TV desistisse da mesma e exibisse Changeman e Cia no lugar. Com qual propósito? Com sinceridade, eu não sei. Mas, que isso queima a imagem do toku-fã, isso queima.
Para começar, nunca gostei da programação infantil da Globo. Sempre assistia a programação da Manchete e SBT. Eu estava acostumado a ver os desenhos da Hanna-Barbera nas tardes da Manchete (de segunda a sábado). Até que, num dia, não foi exibido Goober e os Caçadores de Fantasma e o que eu vi foi um episódio de Changeman. Confesso que queria ver Goober, mas, fui surpreendido com essa série. Só fui ver o segundo episódio dessa série no sábado seguinte, uma semana depois. Aí, fiquei sabendo que essa série passou a ser exibida semanalmente. Até que, a partir de Fevereiro de 1988, a série passou a ser exibida diariamente.  Junto com a sua parceira Jaspion.  A partir daí, foi uma atrás da outra e só fui ganhando amores pelas produções japonesas! E cá estou, até hoje, assistindo essas produções. 
Confesso que não tenho muita coisa. Eu tenho um Bouken Red, um capacete do Bouken Red em miniatura, um chaveiro do Black importado, um Black importado, uma miniatura do Jaspion importado do Japão também, um Blade na sua King Form, e só.... tenho o CD do Black  também e alguns LPs de trilha sonora nacional de séries tokus... mas, planejo ter mais trilha sonora original em suas mídias originais. ( Segue abaixo algumas imagens da coleção de Rodrigo )






.... Bem,eu seria hipócrita ao dizer que não assistia. Eu assistia, mas, dizer que gostava são outros quinhentos. Eu assistia por falta de opção, não porque gostava. Depois da "extinção" dos tokus na Manchete por causa da saturação, confesso que fiquei me aprofundando mais nos desenhos animados (tanto estadunidenses como europeus e japoneses) do que com seriados em live-action em si. Fiquei mais animado com os desenhos do que com os seriados. Depois que li numa revista Anime Dô que os americanos reaproveitavam as cenas originais japonesas, passei a ter uma certa repulsa. Acredito que existem temporadas de Power Ranger superiores aos originais japoneses. Mas eu  não concordo em assistir, pois acredito que estadunidenses possuem capacidade para fazerem seus próprios heróis e seriados. Em minha opinião subjetiva, não acho necessário plagiar descaradamente os seriados japoneses. É como se os estadunidenses não aceitassem que outros povos salvassem o mundo a não ser eles. Vide o caso do filme Street Fighter, onde sabemos que Ryu é o principal e os americanos transformaram o patriota Guile no principal, estragando todo o essencial da série.
Eu só queria entender sobre essa data o seguinte: por que o dia 03 de Novembro? Eu acho que o correto seria a data do lançamento do Godzilla de 1954 (que, se não me falha a memória, foi num dia de Julho de 1954, mas, não tenho certeza). Eu acho que esse dia do Tokusatsu é uma ideia boa e positiva, mas, na prática, é algo muito interno entre os toku-fãs. Ficará restrito ao nosso grupo de fãs, que é bem minoria. Embora eu acredite na positividade do dia do Tokusatsu, acredito que ele não terá uma potência de causar um impacto maior entre os fãs de outras plataformas de cultura japonesa, como animação, mangás, games, doramas e filmes.



Para mim, não consigo enxergar uma diferença tão gritante assim entre os dois. A única coisa que faz falta num grupo de Facebook e que o Orkut leva vantagem é um filtro para procurar tópicos antigos. Fora isso, eu não consigo enxergar essa diferença que todos falam. 
Bem... tem duas coisas que eu destaco: uma coisa que eu vi em Kamen Rider Blade e Sailor Moon (toku) e outra nos recentes Boukenger e Megaranger. Em Blade e em Moon, aprendi uma coisa que me deixou profundamente abalado: até que ponto você se sacrificaria por um amigo. Nesse ponto, vou ser breve, para não dar spoilers (rs), mas, fiquei impressionado como o modo de duas séries apresentarem dois personagens que enfrentariam sua própria Natureza para fazerem o bem para o seu melhor amigo. Você faria isso por um amigo, que é alguém que não é da sua família? Então, Moon e Blade respondem isso de forma bem convincente (em Moon, esse sacrifício termina de forma trágica). Agora, de Megaranger e Boukenger, eu aprendi que devemos acreditar mais naqueles que nos cercam. Vimos em Shun (Megaranger) um personagem arrogante, solitário, frio e egoísta. Já em Boukenger, vimos em Masumi, um personagem que é outro arrogante, um canalha da pior espécie, um traidor e sinuoso rapaz. Mas, nesses dois, à medida que os episódios vão avançando, suas personalidades vão sendo moldadas. Por causa da crença dos amigos de equipes deles no potencial deles, na fé deles de que eles não estão sozinhos nesse mundo, aprendi que devemos acreditar mais nos nossos amigos, não importa se eles estão na nossa rua ou se estão na Noruega. Devemos acreditar no potencial dos nossos amigos.
Uma coisa que devemos ter em mente é que tokus são feitos para crianças japonesas. E outra coisa que devemos ter em mente é que crianças japonesas dos anos 2010 são completamente diferentes das crianças japonesas dos anos 70. Nos 70, o Japão ainda estava se reerguendo da guerra. As crianças precisavam aprender que a vida não era fácil. Por causa da memória presente da Grande Guerra, os tokus precisavam passar algo mais sério. A medida que os anos foram avançando, a mentalidade das crianças japonesas foram se adaptando aos novos padrões de economia e cultura das suas respectivas épocas. Acredito que, por causa da distância da derrota dos japoneses em 1945, as crianças japonesas de hoje estão mais suscetíveis à coisas mais alegres e agradáveis do que tramas mais densas e tensas. Visto que a juventude japonesa de hoje está mais "ocidental e colorida" do que a juventude japonesa dos anos 70, não vejo como empecilho essa "infantilização" das séries. Aliás, não vejo o termo "infantilização" como método para classificar tokusatsus japoneses como algo bom ou mau. Afinal, tem coisas infantis que são boas, visto Patrine e Machineman que, mesmo aos olhos de MUITOS toku-fãs adultos são considerados toscos, possuem uma qualidade incrível.
Dos da geração Manchete, o meu favorito é o Saburo Aoiyama (Goggle Blue, dos Goggle Five). O estilo dele de jovem aprendiz me mostrou que a vida é um aprendizado. Um aprendizado constante. Saburo é imaturo, muitas vezes impulsivo, fazia as coisas sem pensar e se tornou um honrado herói no final da série. Agora, do geral, não sei dizer qual o meu personagem favorito. Tenho uma queda pela Rei Hino, a Sailor Mars da versão toku de Sailor Moon. Ela é uma pessoa que não possuía fé no individual das pessoas. À medida que os episódios foram avançando, esse defeito dela de desconfiança no indivíduo foi desaparecendo, até que ela começa a encarar a humanidade com outros olhos. Rei cresceu e MUITO e isso me encheu de esperanças. Recentemente, descobri uma "paixão" pelo Shun Namiki, o Mega  Blue de Megaranger. Shun é, no início da série, como falei acima, um personagem arrogante, frio e isolado. Não acredita nos amigos e pensava só nele. Talvez, por ser filho único e por perder a mãe quando jovem (como é explicado em um episódio), ele não consiga ter amigos. Ele até pode ter amigos, mas, ser amigo não é com ele. E, à medida que os episódios foram avançando, Shun está tendo sua mentalidade lapidada, moldada. Ao ver a confiança cega da Miku nele, Shun tem se preparado para ter fé na humanidade. Agora, personagem que detesto, mas, detesto mesmo é o Naoto Tamura, vulgo Jiban. Na MINHA opinião, a série Jiban foi uma das PIORES que o Brasil exibiu. O personagem não era carismático, usava de uma simpatia forçada e o herói era MUITO, mas MUITO fraco. Nunca vi um herói morrer duas vezes numa série (uma na sua forma civil, que deu origem ao herói e outra nas mãos covardes de Madogarbo com outro monstro). Ele apanhava MUITO e só batia uma única vez, para dar o golpe de misericórdia no monstro do dia. Não gosto de herói assim. Outro personagem que eu DETESTO é o tão aclamado Tsuruji Hiryu. O meu tipo de herói favorito é aquele que erra e MUITO no início, aprende com seus erros  no meio e evolui para melhor no final. Para mim, um herói tem que passar um exemplo de superação, que esteja disposto a aprender também, não só ensinar, como também não possa só liderar. E o que vi em Tsuruji foi que ele é certinho demais. Aliás, uma perfeição que me incomodava. Quando eu pensei que ele poderia mudar a personalidade dele (no episódio 05, quando ele desobedece aos superiores e resgata Oozora daquela reunião de forma irreal), ele volta a ter aquela personalidade de "garoto perfeito" que não pode cuspir na rua porque é feio e isso me irritava profundamente. Enfim, Tsuruji é um personagem que desprezo (aposto que tem gente que vai me fuzilar só com o olhar por dizer que detesto o Tsuruji... rsrsrs)
Ish.... para vilão eu só tenho olhos para Saeko, de Kamen Rider Faiz. O estilo dela de fazer maldades é único e me lembrou e MUITO o estilo da minha vilã de games favorita (no caso, a Mature, de The King of Fighters). Saeko era sedutora, sabia que podia mexer com a libido dos homens e usava disso para executar sua vingança. Dos homens, um vilão que eu gosto muito é o Yaiba de Boukenger. Ele era frio, manipulador, canalha e MUITO traiçoeiro. O estilo dele é de um típico ninja japonês. Adoro o estilo dele. Ele se mostrou que era um guerreiro que daria e MUITO trabalho a seu adversário, no caso, o Masumi. Enfim, é um ótimo vilão.
Vamos lá.... Eu sempre gostei de escrever coisas analíticas para informar os outros. Sou uma pessoa que observa e MUITO o comportamento das pessoas e sempre uso isso como base para escrever. Com relação aos tokus, passei a escrever de uma forma que informasse uma análise das séries que eu já assisti, que já somam mais de 50. Minhas análises são escritas de forma racional e informativa. Não sou subjetivo nas minhas matérias. Talvez foi esse meu estilo de escrever de forma objetiva, não me guiando por sentimentalismo que algumas séries proporcionam para algumas pessoas, principalmente as que foram exibidas nas décadas de 80 e 90 pela emissora Manchete, que conquistou as pessoas. Se eu escrever sobre Changeman, por exemplo, não me peçam para falar SÓ maravilhas, pois eu vou falar e ressaltar os pontos fracos dessa série também, além dos pontos fortes, visto que ela é MUITO querida por muita gente e falar um defeito da mesma é o mesmo que assinar atestado de heresia para o mundo toku. Quando meus textos chegaram aos olhos de pessoas que trabalham na Neo Tokyo, eles pediram para eu tentar uma chance como redator da revista. Enviei uma matéria, o editor-chefe aprovou de primeira e pediu para eu escrever sobre tokus para a revista. Aceitei e estou até o presente momento escrevendo sobre os tokus. Uma coisa que vou fazer com a publicação das minhas matérias é divulgar o mundo toku como um todo. Praticamente, não vou falar dos tokus que passaram na nossa época de juventude porque o tema já está saturado. E as pessoas já falam demais sobre eles em grupos de Face, fóruns e afins. Vou usar o espaço da  revista para falar sobre, por exemplo, Kamen Rider Gaim, Sailor Moon, Boukenger, Jetman, Megaranger, Kamen Rider Agito, Ultraman Tiga e etc. Falar o que sobre Changeman, por exemplo, sendo que o povo já sabe praticamente tudo sobre a série? Qual a lógica de se falar sobre algo que já se conhece? Talvez, lá para frente, eu faça algo retrô para  apresentar para a nova geração, um pouco das séries que passaram por aqui há duas décadas. Mas, será algo BEM distante. O meu objetivo, como falei, é divulgar o mundo toku como um todo. Afinal, são 60 anos de história, como já falei. Não vejo a necessidade de ficar preso somente a 6 anos de história. Posso estar parecendo arrogante, mas, NÃO estou sendo! Só quero fazer um bom trabalho para agradar uma boa parcela do público da revista e apresentá-los para o que o mundo toku tem de melhor. Sabemos que existem MUITAS séries que são melhores das que foram exibidas por aqui. É claro que vou explorar isso. Vou me aprofundar nos tokus exibidos aqui no meu livro que estou escrevendo sobre o tema, que está me envolvendo MUITA pesquisa.
Tudo depende exclusivamente dos próprios veteranos. Enquanto existir pessoas que são fãs de tokus da geração Manchete e ficar presas a eles e condenando as séries que são pré e pós Manchete, acredito que não terá chances dos tokus possuíram o mesmo brilho. Vou lhe dar um exemplo. Em 2009, tivemos a estreia de Ryukendo na Rede TV. A série dava mais de 6 pontos de ibope o que é, para o padrão Rede TV, MUITO alto, visto que a programação da casa dava em torno de 2 para 3 pontos. O povo ao invés de se alegrar com a entrada de um toku novo, os fãs da geração Manchete começaram a fazer uma espécie de boicote para a série, condenando a mesma e dizendo que "se Ryukendo dá esses pontos todo, significa que Changeman e Cia pode dar também".... eles esquecem que as gerações são outras. Eles acham que séries que nos agradaram podem agradar a geração atual na marra. Eles esquecem que a geração atual gosta mais de efeitos especiais. Eu me lembro que, numa comunidade do Orkut (a do Jaspion), teve gente que postou algo mais ou menos isso: "Não gosto desse modernismo hipócrita! Quero as séries clássicas na nossa TV!". Ele se esquece que a geração atual gosta desse "modernismo hipócrita". Além dos fãs da geração dos anos de ouro da Manchete, temos também a falta de interesse (e respeito) das emissoras e dos empresários. Voltando ao exemplo de Ryukendo. A série dava em torno de 6 para 8 pontos de ibope. Era a MAIOR audiência da emissora na época. Pergunta se a Rede TV soube dar o devido valor para a série? Que nada! A série foi perdendo o valor. Foi cortada na metade da primeira reprise e o resultado é esse. Hoje em dia, eu não sei como está a situação da Rede TV e da série Ryukendo, pois não acompanho mais a TV aberta. Mas, acredito que ele esteja sendo reprisado e que a audiência dele não esteja de tão ruim.
 
Na verdade, eu já tive esse projeto faz muito tempo. Até comecei a escrever ele, mas, meu primeiro PC queimou e perdi tudo que já tinha digitado. Comecei a escrever do zero e já estou com mais de 50 páginas digitadas. Estou fazendo pesquisas precisas e o livro está mais completo. Tenho todo o trabalho de selecionar gravuras, diagramar, pesquisar em sites japoneses, em sites brasileiros, procurando jornalistas para me informar, entrevistando fãs de diversas gerações e etc... Espero que seja um livro bem feito e que eu possa olhar pra ele e dizer: "Sim!  Eu escrevi isso!". Apesar do livro ter todos os agradecimentos possíveis, quero dedicá-lo a um dos meus melhores amigos, no qual quero que ele veja que eu sou capaz de fazer algo.
                                                                                     

Tem duas origens em uma para isso. Tudo começou no ano de 1995.  Eu gostava de freqüentar os fliperamas para jogar The King of Fighters. Mas eu era SEMPRE fraco e perdia as fichas direto. O povo me chamava de "Pato" por causa disso. Aí, eu me viciei num jogo chamado Samurai Spirits e fui considerado um dos melhores no Brasil desse game, principalmente no Samurai 3. Aí, deixei de ser "Pato". Mas, em 2000, uma amiga minha descobriu a minha paixão pelo personagem Pato Donald e me chama de Pato Donald. Em 2010, ela me apresenta como "Tio Donald" para o filho dela e daí, eu sempre me identifico como Pato Donald ou Tio Donald por aí. Hoje, o povo só me chama ou de Tio Donald ou de Pato... 














É a mesma coisa que sempre falo e que até falei na minha última matéria na Neo Tokyo: Permitam-se conhecer novos tokus! Procurem conhecer, experimentar, curtir e apreciar os tokus como um todo. Procurem ampliar seus gostos. Se informem, opinem, sugiram, debatam. Não tenham medo de fazer essas coisas. É possível gostar de coisas pré e pós Manchete SEM desgostar das coisas da nossa geração. Basta querer. Fazendo isso, poderão mostrar os tokus para as novas gerações e eles verão que nós somos uma classe unida.



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Um comentário:

  1. onde posso encontar as musicas do jiraya em portugues e dos flasman...bem que podia ripar seus vinis hein...um abraço.

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